Depois que você se foi



    Uau, fazem quantos dias desde que você se foi? Dez? Quinze? Tenho estado meio perdidinha no tempo desde nosso último encontro o encontro que tive nomear de adeus. Não gosto do calendário e meu celular passou a viver descarregado. Os dias parecem bem mais longos do que eram antes e as noites nunca pareceram tão curtas e frias, um sopro frio pela minha espinha.
  Não vou dizer que estou feliz com o nosso término, que agora eu tenho liberdade e estou aproveitando o máximo dela, saindo todas as noites e me conhecendo milhões de garotos novos que são bem melhores que você, porque é uma mentira. Mas também não passo todos os dias chorando sozinha no canto do meu quarto, endo filmes e acompanhada pelo pote de sorvete.
  Desde o término meus dias são divididos em "melhor que ontem" ou "pior que ontem". E tento sobreviver a eles dando um passo de cada vez. Há dias que seu rosto nem chega a visitar minha mente, passo o dia como uma pessoa normal e realmente acho que encontrei a pessoa que era antes de te conhecer; mas há dias em que meus ouvidos me enganam me fazendo ouvir sua risada, seu rosto fica marcado em minhas pálpebras e leio seu nome em cada frase, e nesses dias penso que finalmente perdi o resto de sanidade que me restava, que finalmente fui engolida por você.
  Tenho tentado aproveitar o fato do tempo estar contra mim. Passo os dias fora e tento visitar todos os lugares que você recusou me levar. Pego qualquer transporte disponível: carro, ônibus, trem ou táxi, e vou o o mais longe que a minha mente me deixa. Durmo na calada e fria noite, feliz pois nos meus sonhos você não me assombra.
  Não estou quebrada, mas também não estou pronta para viver novamente. Não quero saber de encontros, namorados, romance ou nada que se relacione a essas palavras. Me agarro a minha parte que está inteira e sana e deixo que ela me guie pelos próximos dias. Por favor, não tente contato, me deixe ir assim como eu te deixei ir. Vamos seguir caminhos distantes.

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