I Love You to the Moon and Back




   Estou deitada na cama, esperando o sono chegar. O escuro me cerca e trás junto dele os pesadelos que assombram meu dia. Se fosse outro dia, a lua estaria comigo. Ela estaria lá no céu, iluminando, branca e pura, e me protegeria, ela era o sinônimo de que tudo estava bem e que ninguém me machucaria. Mas a lua se foi. Ela se foi, no mesmo dia que você se foi. Você era a minha lua, minha luz, minha proteção de todos os males. E agora, a escuridão me persegue, e faz questão de lembrar que a lua não me salvará; que você não me salvará.
   A culpa é minha. Eu sei, você sabe e a escuridão sabe. Eu deveria ter te salvado, te protegido, ter cuidado de ti. Meu coração pesa em meu peito, e em todo lugar que passo, os outros parecem zombar de mim. Mas eles não estão. Eles estão felizes. O coração deles não pesa, flutua. Igual o meu flutuava na época que estávamos juntos. Minha razão sempre sussurra isso quando eu vejo todos felizes. Mas eu não consigo ouvir a razão.
    Os minutos passam e o sono não vem. Ele nunca chegará, eu sei. Pois desde que a lua foi embora, eu não durmo. Desde que a lua se foi, eu não vivo. Eu não rio. Eu não me divirto. Eu não presto atenção nas coisas. Nas aulas. Na rua. No tempo. Nada faz sentido. E não estou exagerando. A única coisa que percorre a minha cabeça é que eu deveria ter te salvado. Salvado você da escuridão. Pois assim, a lua ainda estaria comigo. E você estaria aqui. Eu deveria tê-lo salvado. É só o que a minha mente sussurra. Só que a voz dela é baixa demais comparada com a risada que vem da escuridão, comparada com o que a escuridão me diz.
   Ligo a luz. Vou correndo até a minha cômoda. Segunda gaveta. Lá no fundo da gaveta. Apalpo a gaveta até meus dedos se fecharem em uma corrente de metal. Puxo a corrente. Pendurado em minha mão está  um colar. Na ponta dele está um circulo. Pulo para a cama. Abro o colar com o maior cuidado. Em um dos lados dele está escrito o seu e o meu nome. Do outro está escrito: “Sempre serei sua Lua. Sempre estarei contigo. Porque a Lua nunca some, e eu nunca sumirei. Te amo da Lua até aqui.”. Meus olhos queimam, e passo o resto da noite chorando e implorando por você.

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