"O Lado Bom da Vida" de Matthew Quick

Nome: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Nº de Páginas: 254
Editora: Intrínseca


Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.


   Pat Peoples acabou de sair do "lugar ruim", em que ficou por quase quatro anos - apesar de que para ele, pareceram ter passado apenas longos meses. Desempregado e sem bens, Pat vai morar junto de seus pais (por ser considerado mentalmente perturbado), sua mãe quer o melhor para ele e seu pai finge que ele não existe. Pat também tem que comparecer toda sexta feira ao consultório do Dr. Patel, um pequeno indiano que não prega o pessimismo e que ajuda Pat durante todo o livro.


  Apesar de sua vida estar horrível, Pat vê o lado bom da vida em tudo - algo que eu, Letícia, seriamente admiro . Ele diz que sua vida é um filme comandado por Deus e que está pronto para ter seu final feliz, que é voltar com sua esposa, Nikki, e por um fim no tempo separados, que Pat não lembra porquê aconteceu (assim como não se lembra como parou no "lugar ruim"). Com a ajuda de sua família, seu time de futebol-americano preferido, muitos exercícios físicos, Pat vai se tornando um homem melhor, sendo sempre gentil ao invés de ter razão.
   Amei esse livro, toda a narrativa, que é feita em primeira pessoa, sendo o narrador o Pat, é super engraçada, real e muito emocionante. O jeito que Pat se esforça o máximo para ter sua querida Nikki de volta é muito inspirador (ele até lê e comenta - com muitos spoliers - livros que a Nikki tanto ama, mas que ele nunca havia ligado, até notar o quanto isso era impostante para ela). A cada capítulo há uma descoberta, algumas chocantes outras bem mais, e o livro te prende o tempo todo (mesmo quando você ficar super brava com algum dos personagens), pois você quer saber se Pat terá seu final feliz ou se Deus tem outros planos para ele.

Meu capítulo preferido - ri muito, mas muito mesmo

  Pat tem um super problema com o saxofonista Kenny G - no final do livro o porquê disso fica esclarecido e eu fiquei mais que perplexa com o porquê -, fazendo com que ele fique super agressivo; um jeito dele se controlar é murmurar uma única nota e contar mentalmente até dez (por sinal, eu amei essa técnica), eu ria muito quando uma música do Sr. G começava a tocar e toda vez que o Pat começava a murmurar. Outra 'característica' forte do Pat é que ele age como uma criança de 10 anos, seus medos, seu jeito de tratar a mãe, o jeito que trata os desconhecidos, tudo é da mesma forma de uma criança, e conforme o livro vai rolando, Pat vai amadurecendo -, ou melhor, - vai recuperando a sanidade, fazendo ele um novo e melhor homem.
  Não podemos nos esquecer de Tiffany, a nova amiga do Pat que tem problemas de depressão desde da morte do marido (que no filme é interpretada pela Jennifer Lawrence). Tiffany é estranhamente engraçada, tem pulso firme e é tão louca quanto Pat (talvez mais); seus problemas também são por perder a pessoa que mais amava em todo o mundo, o que faz com que os dois indiretamente se aproximem um do outro. Tiffany também é uma dançarina nata.
  Super recomendo o livro, e não é só porque a capa é super linda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que você achou dessa postagem? Deixe seu comentário!