Síndrome do Peter Pan



          Faz algumas semanas que eu estou tendo algo que intitulei - faz pouco tempo - de: síndrome do Peter Pan. Faz algumas semanas que tenho tido meio que uma obsessão com o nome Peter Pan, sério. Algo em meus devaneios sempre me puxa para o bendito nome de cinco letras. Nunca fui fã de Peter Pan, então não entendo por que o nome estar em minha cabeça o tempo todo.
   O ser humano usa somente 10% do cérebro, os outros 90% são ativados quando menos esperamos e alguns dizem que eles podem nos dar 'dicas' sobre o que acontece dentro de nossa mente e coração. Lembrei disso hoje, alguns minutos atrás e, por coincidência, estava vendo o último filme da Tinker Bell (ou caso prefira, Sininho). Fiquei pensando sobre como a Disney iria juntar a Tinker com o Peter, o que me vez querer dar um Google no nome do menino.
    Enquanto via as milhões de fotos do ruivinho, algo acendeu em minha cabeça: talvez eu esteja com medo, medo de crescer, medo de encarar esse novo capítulo de minha vida. Pois não é isso que a Wendy faz no filme, fugir de suas obrigações de moça e ficar criança para sempre? Talvez eu esteja igual a ela neste momento. Ano novo, 15 anos nas costas, nova escola, novas pessoas, tudo isso eu fico barrando de minha cabeça, acho que ainda me sinto nova demais.
     Mas um dia temos que encarar aquilo que temos medo, afinal não podemos fugir para a Terra do Nunca para nos encontramos com o menino ruivo que usa roupa feita de folha, não podemos achar os meninos perdidos. Não vivemos em Londres e Peter Pan não perderá sua sombra em nosso quarto no meio da noite e nos levará para viver uma aventura e lá nós vamos aprender como crescer é importante e que talvez possa ser um tanto magnífico, vamos aprender sozinhos, mas vamos aprender e com isso crescer.
 
  Mas, caso você vá para a Terra do Nunca, lembre-se disso: a Sininho não gosta de ninguém dando em cima do Peter.

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